quarta-feira, 2 de abril de 2014
monólogo: queres ouvir?
são de oiro os momentos poisados entre nós
pairando no ar
sobre as nossas cabeças
acordando a pele
olha
:
sobre o não saber
,
talvez
seja a vontade de não pensar
ou
de deixar acontecer
e se não sei
é porque gosto de estar
pairando no ar
sobre as nossas cabeças
acordando a pele
olha
:
sobre o não saber
,
talvez
seja a vontade de não pensar
ou
de deixar acontecer
e se não sei
é porque gosto de estar
olha: não sei
[olha...
não sei
]
... fala-me dos versos
claros
livres
que nunca chegaste a escrever
anónimos
por aí
resolvendo almas de
não sei
talvez amanhã
depois
versos singelos
que vistam
acarinhem
que beijem sem compromisso
versos que
sei lá
dispam antes
olha
não sei
não sei
]
... fala-me dos versos
claros
livres
que nunca chegaste a escrever
anónimos
por aí
resolvendo almas de
não sei
talvez amanhã
depois
versos singelos
que vistam
acarinhem
que beijem sem compromisso
versos que
sei lá
dispam antes
olha
não sei
conta-me as marés

[escreve linhas em palavras
tortas
sem saber das marés
o conto
pergunta-se sobre o conto que faria se ela desejasse contar
dizer-se
]
é de lava o areal sob a vaga
quando chega
serena e preguiçosa
desejando o repouso de uma luta desigual
eterna
de cabelo solto ao vento
ao alcance de mãos que evita]
... e no espelho das tuas
como seria
a brisa
o suor
o advento?
veres-Me no rosto

[ veres-Me
no rosto ]
é na curva onde o olhar desliza
acariciando
que se pede o beijo
suavemente lento e quente
hesita no ombro
... há o lóbulo que se oferece
reclamando
esquece-se
a mão
é apenas a pele do lábio
numa cócega a ser dente
e veres-me
no rosto
mergulhando
no olhar
procurando o gosto
sem rumo
já sem rosto.
no rosto ]
é na curva onde o olhar desliza
acariciando
que se pede o beijo
suavemente lento e quente
hesita no ombro
... há o lóbulo que se oferece
reclamando
esquece-se
a mão
é apenas a pele do lábio
numa cócega a ser dente
e veres-me
no rosto
mergulhando
no olhar
procurando o gosto
sem rumo
já sem rosto.
sedução [2]
![sedução [ 2 ]](https://fbcdn-sphotos-f-a.akamaihd.net/hphotos-ak-ash4/t1/p180x540/1505257_637952066264388_2063284043_n.jpg)
'''''''
' ' ' ' '
' ' ' '
' ' ' '
seduzir.
não é o flash do olhar, o pulsar da alma, o suor na palma da mão, o aperto no ventre.
é,
depois de tudo isto,
manter a marca
o lugar
a presença.
Ser-T.
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seduzir.
não é o flash do olhar, o pulsar da alma, o suor na palma da mão, o aperto no ventre.
é,
depois de tudo isto,
manter a marca
o lugar
a presença.
Ser-T.
quarta-feira, 26 de março de 2014
sem nada para dizer.
os versos são silêncios
almas revestidas de pele e carne
sem voz
inebriando os sentidos
almas revestidas de pele e carne
sem voz
inebriando os sentidos
não há como fugir de si quando se é verso
e eu sinto saudades
dos versos que eras
dos versos que eras
sábado, 22 de março de 2014
foi tudo um acaso

foi o vento que me trouxe.
e por acaso
mais nada
colocou palavras sob os meus dedos.
por acaso
e só por acaso
houve olhares que as encontraram.
[mais valia nunca ter sido assim]
quinta-feira, 20 de março de 2014
o que me aflora

*****______________
o que me borda
aflora
não me veste d'alma
pudesses tu ser O toque que quebra o encanto
e fazer-me
Alma
toda
para saberes de mim
corpo
completa
no dar
em ti
no receber
[a um Anjo meu]
segunda-feira, 17 de março de 2014
sempre depois

é depois de saíres que procuro os teus passos.
sigo-lhes o trilho
beijo-lhes a forma
sempre
depois de tu saíres
é que és meu
para poder continuar a negar
t
déjà vu.

não tenho nada para te dizer.
os dias correm. iguais.
apenas eu mudo
a vida é como um semáforo
alternando cores
as mesmas
e até as horas são sempre déjà vu.
e não me apetece assistir de plateia
sentindo que sou eu o ator.
domingo, 16 de março de 2014
vou descansar

adormeceu-me a chuva ao final do dia, à hora do cansaço.
foi terna a sua presença.
dançando no parapeito, compondo contra a vidraça, devolveu-me toda a beleza, a tranquilidade que me tiraste.
sorrio como quem ignora
escrevo como quem cegou
mas chega]
vou descansar.
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