.......... ] que me perdi. desse Quando sem data sem consciência sem linha de horizonte
reclusas vivem no limbo do esquecimento a que as ditei sinto-lhes a lava a vontade o clamor ardendo-me sob a vontade de um dia terem podido ser corpo quando lhes neguei o destino de um olhar
quanto poderia ter sido no tempo que me criaste quando as minhas palavras se libertaram de mim uma a uma procurando o teu olhar a tua boca
para que mas dissesses para que delas me vestisses
arrancadas as pétalas os lençóis de cetim e me estendesses sobre o linho da tua pele areia e não há maior liberdade do que a de uma pele se enrolando onde só moram peixes e se banham vagas
sem saber das marés o conto pergunta-se sobre o conto que faria se ela desejasse contar dizer-se
]
é de lava o areal sob a vaga quando chega serena e preguiçosa desejando o repouso de uma luta desigual eterna de cabelo solto ao vento ao alcance de mãos que evita]
... e no espelho das tuas como seria a brisa o suor o advento?