quinta-feira, 3 de abril de 2014

Diabolique Mon Ange























Morrer de amor
ao pé da tua boca

Desfalecer
à pele
do sorriso

Sufocar
de prazer
com o teu corpo

Trocar tudo por ti
se for preciso



Maria Teresa Horta



quarta-feira, 2 de abril de 2014

o Tempo do não viver






(...)

Je n'ai pas le temps de vivre
Quand s'enfuit mon équilibre
Je n'ai pas le temps de vivre
Aime-moi, entre en moi
Dis-moi les mots qui rendent ivres
Dis-moi que la nuit se déguise
Tu le vois, je suis
Comme la mer qui se retire
N'avoir pas su trouver tes pas

(...)




sei hoje.

o Tempo do sonho trazia-se
perdido
arrastado pelo vento
protegendo-se pelas paredes
nos ponteiros que não eram de relógio
nas palavras
disfarçadas
desdenhando o Sentir

e as marés chegavam
trazendo as tuas pegadas
eu
recusando ver


[sente comigo
como se fora ontem]







vento alazão

vento alazão




______________ ]meu vento
alazão imponderado
buscando-me no solo
dos sentidos

diz-se brisa
mas cheiro-o animal
diz-se suave
mas sei-o Sirocco
na nuca
dorsal à minha recusa
alísio na minha serenidade
assim escusada

[e de todos os ventos
há-os que chegam fora de rota
sem procurarem alguma



no message

no message


_______________ ] assim
à transparência

movimento-me
não esquecendo os limites

mas
num sentido só
encontro o meu guia [



simplicidade das coisas







simplicidade das coisas


____________________] se fosse tudo tão simples
como a tua Alma



e chovessem pétalas sob os meus pés antes do caminho se fazer
antes dele lá estar
antes de tudo ter sido

antes que eu pudesse dizer não para que nunca houvesse um já foi

digo-te:










.......... ] que me perdi.
desse Quando sem data
sem consciência
sem linha de horizonte


reclusas
vivem no limbo do esquecimento a que as ditei
sinto-lhes a lava
a vontade
o clamor
ardendo-me sob a vontade de um dia terem podido ser corpo
quando lhes neguei o destino de um olhar

... talvez o teu.

anel










] pueril
pressentiu o vigor do abraço

do sonho:

o anel na sua cintura
cruzadas as mãos nas suas costas
a segurança antes do solo
dos outros
do mundo

não cair
e deixar-se ficar
no anel

e não querer sair



palavras reclusas







------------[pensativa
em novelo

disse
:
lhe

quanto poderia ter sido no tempo que me criaste
quando
as minhas palavras se libertaram de mim
uma a uma
procurando o teu olhar
a tua boca

para que mas dissesses
para que delas me vestisses

arrancadas as pétalas
os lençóis de cetim
e me estendesses sobre o linho da tua pele
areia
e não há maior liberdade do que a de uma pele
se enrolando
onde só moram peixes e se banham vagas









imprevisível


imprevisível]





[imprevisível.

como quando lhe disse
:

vai e faz o que tens de fazer.

essa vida nunca foi nossa'''
nunca poderia ser a nossa.


e todas as ondas que lançámos à praia
só chegaram

nunca lhe pertenceram.]



e fechou o Amor.



deixo-te









deixo-te



a porta aberta
todos os silêncios que em mim semeaste










monólogo: queres ouvir?



são de oiro os momentos poisados entre nós
pairando no ar
sobre as nossas cabeças
acordando a pele

olha
:

sobre o não saber
,

talvez
seja a vontade de não pensar
ou
de deixar acontecer

e se não sei
é porque gosto de estar


olha: não sei







[olha...
não sei

]

... fala-me dos versos
claros
livres
que nunca chegaste a escrever
anónimos
por aí
resolvendo almas de
não sei
talvez amanhã
depois

versos singelos
que vistam
acarinhem
que beijem sem compromisso
versos que
sei lá
dispam antes

olha
não sei


conta-me as marés



conta-me as marés






[escreve linhas em palavras
tortas

sem saber das marés
o conto
pergunta-se sobre o conto que faria se ela desejasse contar
dizer-se

]

é de lava o areal sob a vaga
quando chega
serena e preguiçosa
desejando o repouso de uma luta desigual
eterna
de cabelo solto ao vento
ao alcance de mãos que evita]

... e no espelho das tuas
como seria
a brisa
o suor
o advento?









veres-Me no rosto










veres-Me no rosto



[ veres-Me
no rosto ]

é na curva onde o olhar desliza
acariciando
que se pede o beijo

suavemente lento e quente
hesita no ombro
... há o lóbulo que se oferece
reclamando


esquece-se
a mão

é apenas a pele do lábio
numa cócega a ser dente


e veres-me
no rosto

mergulhando
no olhar
procurando o gosto
sem rumo

já sem rosto.

sedução [2]




sedução [ 2 ]
 
 
'''''''
' ' ' ' '
' ' ' '
' ' ' '


seduzir.

não é o flash do olhar, o pulsar da alma, o suor na palma da mão, o aperto no ventre.

é,
depois de tudo isto,
manter a marca
o lugar
a presença.


Ser-T.