___________posso, simplesmente
:
fechar a porta com o pé encerrar as janelas, correr as cortinas apagar a luz e colocar algodão nos ouvidos
iludir
[mas não posso apagar-me na vela que arde em mim trémula resistente à brisa ao sopro dos encantos
quais
contos de infância
de fadas e princesas
máscaras
contos desencantados de cavaleiros negros em corcéis em branco brandos nas palavras nos gestos de lâminas fulgurosas ferrugentas pelos cabos
dizem
:
vem que eu conto-te um conto acrescentado no sonho de um mundo por haver
que me encantam
porque talvez
não queiras encantar-me]
terça-feira, 15 de abril de 2014
domingo, 6 de abril de 2014
escrevo-te. com maiúsculas.

olha
:
Beija-me o Sorriso
e para o Tempo
o outro.
o que gera os Abismos
depois
:
para o que for Nosso
sábado, 5 de abril de 2014
Je T'aime Mélancolie ou a face utópica das palavras sibilinas
uso a Melancolia após ter desistido sem ter chegado a perder.
desistência de um sonho tão visto e revisto que acabou se tornando realidade.
não há vencedores nem vencidos nesta incerteza que não vale a pena como o próprio sonho.
dancemos, pois.
sexta-feira, 4 de abril de 2014
aos quatro ventos me sou aMar

ficar
nunca quis dizer
permanecer
ainda que ficando
sempre soube que o seu lugar
não era ainda
ali
que o sorrio
sibilava
e não era brisa
ou encanto
[ouso-me na tempestade
alta
furiosa
no Abismo que me lanças
voo
quinta-feira, 3 de abril de 2014
Diabolique Mon Ange
Morrer de amor
ao pé da tua boca
Desfalecer
à pele
do sorriso
Sufocar
de prazer
com o teu corpo
Trocar tudo por ti
se for preciso
Maria Teresa Horta
quarta-feira, 2 de abril de 2014
o Tempo do não viver
(...)
Je n'ai pas le temps de vivre
Quand s'enfuit mon équilibre
Je n'ai pas le temps de vivre
Aime-moi, entre en moi
Dis-moi les mots qui rendent ivres
Dis-moi que la nuit se déguise
Tu le vois, je suis
Comme la mer qui se retire
N'avoir pas su trouver tes pas
Quand s'enfuit mon équilibre
Je n'ai pas le temps de vivre
Aime-moi, entre en moi
Dis-moi les mots qui rendent ivres
Dis-moi que la nuit se déguise
Tu le vois, je suis
Comme la mer qui se retire
N'avoir pas su trouver tes pas
(...)
sei hoje.
o Tempo do sonho trazia-se
perdido
arrastado pelo vento
protegendo-se pelas paredes
nos ponteiros que não eram de relógio
nas palavras
disfarçadas
desdenhando o Sentir
e as marés chegavam
trazendo as tuas pegadas
eu
recusando ver
[sente comigo
como se fora ontem]
vento alazão

______________ ]meu vento
alazão imponderado
buscando-me no solo
dos sentidos
diz-se brisa
mas cheiro-o animal
diz-se suave
mas sei-o Sirocco
na nuca
dorsal à minha recusa
alísio na minha serenidade
assim escusada
[e de todos os ventos
há-os que chegam fora de rota
sem procurarem alguma
alazão imponderado
buscando-me no solo
dos sentidos
diz-se brisa
mas cheiro-o animal
diz-se suave
mas sei-o Sirocco
na nuca
dorsal à minha recusa
alísio na minha serenidade
assim escusada
[e de todos os ventos
há-os que chegam fora de rota
sem procurarem alguma
no message

_______________ ] assim
à transparência
movimento-me
não esquecendo os limites
mas
num sentido só
encontro o meu guia [
simplicidade das coisas

____________________] se fosse tudo tão simples
como a tua Alma
e chovessem pétalas sob os meus pés antes do caminho se fazer
antes dele lá estar
antes de tudo ter sido
antes que eu pudesse dizer não para que nunca houvesse um já foi
como a tua Alma
e chovessem pétalas sob os meus pés antes do caminho se fazer
antes dele lá estar
antes de tudo ter sido
antes que eu pudesse dizer não para que nunca houvesse um já foi
digo-te:
.......... ] que me perdi.
desse Quando sem data
sem consciência
sem linha de horizonte
reclusas
vivem no limbo do esquecimento a que as ditei
sinto-lhes a lava
a vontade
o clamor
ardendo-me sob a vontade de um dia terem podido ser corpo
quando lhes neguei o destino de um olhar
... talvez o teu.
anel
] pueril
pressentiu o vigor do abraço
do sonho:
o anel na sua cintura
cruzadas as mãos nas suas costas
a segurança antes do solo
dos outros
do mundo
não cair
e deixar-se ficar
no anel
e não querer sair
palavras reclusas
------------[pensativa
em novelo
disse
:
lhe
quanto poderia ter sido no tempo que me criaste
quando
as minhas palavras se libertaram de mim
uma a uma
procurando o teu olhar
a tua boca
para que mas dissesses
para que delas me vestisses
arrancadas as pétalas
os lençóis de cetim
e me estendesses sobre o linho da tua pele
areia
e não há maior liberdade do que a de uma pele
se enrolando
onde só moram peixes e se banham vagas
imprevisível
![imprevisível]](https://fbcdn-sphotos-e-a.akamaihd.net/hphotos-ak-ash3/t1.0-9/p180x540/10154066_684803628224487_945220353_n.jpg)
[imprevisível.
como quando lhe disse
:
vai e faz o que tens de fazer.
essa vida nunca foi nossa'''
nunca poderia ser a nossa.
e todas as ondas que lançámos à praia
só chegaram
nunca lhe pertenceram.]
e fechou o Amor.
como quando lhe disse
:
vai e faz o que tens de fazer.
essa vida nunca foi nossa'''
nunca poderia ser a nossa.
e todas as ondas que lançámos à praia
só chegaram
nunca lhe pertenceram.]
e fechou o Amor.
monólogo: queres ouvir?
são de oiro os momentos poisados entre nós
pairando no ar
sobre as nossas cabeças
acordando a pele
olha
:
sobre o não saber
,
talvez
seja a vontade de não pensar
ou
de deixar acontecer
e se não sei
é porque gosto de estar
pairando no ar
sobre as nossas cabeças
acordando a pele
olha
:
sobre o não saber
,
talvez
seja a vontade de não pensar
ou
de deixar acontecer
e se não sei
é porque gosto de estar
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