quarta-feira, 16 de abril de 2014
conturbado
um espaço de quase nada
nunca se reviu nas estocadas
passos adiante passos atrás era sempre confiante o trato a forma e a continuidade dos toques
de esgrimista
ferindo
sorridente
o caminho prometia-se
em frente
ignorando o que ficava para trás
]não chegou a perder-se
porque já tinha dobrado o mapa[
pouco importa

pouco importa.
se o tempo passou
apenas isso importa.
se espero?
por que queres saber?
não te foste embora?
lei do acaso
-------------perguntou
:
e se o teu olhar tivesse já visitado o meu
e o tenha evitado
talvez por gostar talvez por sentir ou talvez por coisa nenhuma
e se coisa nenhuma tivesse sido toque roçar ignorados ou com licença obrigada
e tudo fosse inocente útil ou não
e se o teu olhar tu tivessem acompanhado a minha sombra até casa entrado na minha intimidade e tivessem ficado sentados no banco da cozinha partilhando o meu jantar
e se...
:
diz!
e se tudo pudesse ter sido assim
seríamos nós ainda
[as]sim
dispersos e impossíveis?
estado-natural

| no princípio
era simples o universo
de branco pintado também nos muros em que escrevia |
e foi a articulação de um eu sem nome - apenas eu - no estado natural em que me colocava cada dia sem me questionar se o lugar era mesmo meu e aquele se o lado da sombra me pertencia
sem nome ainda desarticulei-me do que de mim sabia e comecei a seres também tu no meu ouvido por caminhos curvos até à minha alma
:
d(a)mar
a trajetória
água fresca na antecipação dos meus dias
e sempre a par comigo
era simples o universo
de branco pintado também nos muros em que escrevia |
e foi a articulação de um eu sem nome - apenas eu - no estado natural em que me colocava cada dia sem me questionar se o lugar era mesmo meu e aquele se o lado da sombra me pertencia
sem nome ainda desarticulei-me do que de mim sabia e comecei a seres também tu no meu ouvido por caminhos curvos até à minha alma
:
d(a)mar
a trajetória
água fresca na antecipação dos meus dias
e sempre a par comigo
ataraxia

se ao menos me compreendesses.
vivo surda
de costas voltadas
porque não quero ouvir.
porque não quero acreditar.
[ doeram-me todos os gritos
todos os silêncios às minhas perguntas
respondidas assim
todas as certezas floridas
no gume de uma mentira ]
terça-feira, 15 de abril de 2014
cruéis pensamentos

________se rio?¨¨¨¨¨¨¨¨¨
sim
:
de todos os contos de fada.
digam-me sim ou não
mas respondam
vocifera em mim o Silêncio
por isso
o Silêncio é o vazio é a escolha é o tu é que sabes e saber nunca é o que se pensa nunca é o que se quer ou escolhe
por isso!
vomito o Silêncio com os seus sonhos d' Amor fora de prazo - azedo - quando se estende a mão quando se julga sentir e apenas sobra o suor das mãos
[vamos
limpa-o ao pó das calças e não me devolvas nada que seja só teu]
sim
:
de todos os contos de fada.
digam-me sim ou não
mas respondam
vocifera em mim o Silêncio
por isso
o Silêncio é o vazio é a escolha é o tu é que sabes e saber nunca é o que se pensa nunca é o que se quer ou escolhe
por isso!
vomito o Silêncio com os seus sonhos d' Amor fora de prazo - azedo - quando se estende a mão quando se julga sentir e apenas sobra o suor das mãos
[vamos
limpa-o ao pó das calças e não me devolvas nada que seja só teu]
encantamento
___________posso, simplesmente
:
fechar a porta com o pé encerrar as janelas, correr as cortinas apagar a luz e colocar algodão nos ouvidos
iludir
[mas não posso apagar-me na vela que arde em mim trémula resistente à brisa ao sopro dos encantos
quais
contos de infância
de fadas e princesas
máscaras
contos desencantados de cavaleiros negros em corcéis em branco brandos nas palavras nos gestos de lâminas fulgurosas ferrugentas pelos cabos
dizem
:
vem que eu conto-te um conto acrescentado no sonho de um mundo por haver
que me encantam
porque talvez
não queiras encantar-me]
:
fechar a porta com o pé encerrar as janelas, correr as cortinas apagar a luz e colocar algodão nos ouvidos
iludir
[mas não posso apagar-me na vela que arde em mim trémula resistente à brisa ao sopro dos encantos
quais
contos de infância
de fadas e princesas
máscaras
contos desencantados de cavaleiros negros em corcéis em branco brandos nas palavras nos gestos de lâminas fulgurosas ferrugentas pelos cabos
dizem
:
vem que eu conto-te um conto acrescentado no sonho de um mundo por haver
que me encantam
porque talvez
não queiras encantar-me]
domingo, 6 de abril de 2014
escrevo-te. com maiúsculas.

olha
:
Beija-me o Sorriso
e para o Tempo
o outro.
o que gera os Abismos
depois
:
para o que for Nosso
sábado, 5 de abril de 2014
Je T'aime Mélancolie ou a face utópica das palavras sibilinas
uso a Melancolia após ter desistido sem ter chegado a perder.
desistência de um sonho tão visto e revisto que acabou se tornando realidade.
não há vencedores nem vencidos nesta incerteza que não vale a pena como o próprio sonho.
dancemos, pois.
sexta-feira, 4 de abril de 2014
aos quatro ventos me sou aMar

ficar
nunca quis dizer
permanecer
ainda que ficando
sempre soube que o seu lugar
não era ainda
ali
que o sorrio
sibilava
e não era brisa
ou encanto
[ouso-me na tempestade
alta
furiosa
no Abismo que me lanças
voo
quinta-feira, 3 de abril de 2014
Diabolique Mon Ange
Morrer de amor
ao pé da tua boca
Desfalecer
à pele
do sorriso
Sufocar
de prazer
com o teu corpo
Trocar tudo por ti
se for preciso
Maria Teresa Horta
quarta-feira, 2 de abril de 2014
o Tempo do não viver
(...)
Je n'ai pas le temps de vivre
Quand s'enfuit mon équilibre
Je n'ai pas le temps de vivre
Aime-moi, entre en moi
Dis-moi les mots qui rendent ivres
Dis-moi que la nuit se déguise
Tu le vois, je suis
Comme la mer qui se retire
N'avoir pas su trouver tes pas
Quand s'enfuit mon équilibre
Je n'ai pas le temps de vivre
Aime-moi, entre en moi
Dis-moi les mots qui rendent ivres
Dis-moi que la nuit se déguise
Tu le vois, je suis
Comme la mer qui se retire
N'avoir pas su trouver tes pas
(...)
sei hoje.
o Tempo do sonho trazia-se
perdido
arrastado pelo vento
protegendo-se pelas paredes
nos ponteiros que não eram de relógio
nas palavras
disfarçadas
desdenhando o Sentir
e as marés chegavam
trazendo as tuas pegadas
eu
recusando ver
[sente comigo
como se fora ontem]
vento alazão

______________ ]meu vento
alazão imponderado
buscando-me no solo
dos sentidos
diz-se brisa
mas cheiro-o animal
diz-se suave
mas sei-o Sirocco
na nuca
dorsal à minha recusa
alísio na minha serenidade
assim escusada
[e de todos os ventos
há-os que chegam fora de rota
sem procurarem alguma
alazão imponderado
buscando-me no solo
dos sentidos
diz-se brisa
mas cheiro-o animal
diz-se suave
mas sei-o Sirocco
na nuca
dorsal à minha recusa
alísio na minha serenidade
assim escusada
[e de todos os ventos
há-os que chegam fora de rota
sem procurarem alguma
no message

_______________ ] assim
à transparência
movimento-me
não esquecendo os limites
mas
num sentido só
encontro o meu guia [
simplicidade das coisas

____________________] se fosse tudo tão simples
como a tua Alma
e chovessem pétalas sob os meus pés antes do caminho se fazer
antes dele lá estar
antes de tudo ter sido
antes que eu pudesse dizer não para que nunca houvesse um já foi
como a tua Alma
e chovessem pétalas sob os meus pés antes do caminho se fazer
antes dele lá estar
antes de tudo ter sido
antes que eu pudesse dizer não para que nunca houvesse um já foi
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