terça-feira, 12 de agosto de 2014

segunda-feira, 7 de julho de 2014

: do eco que não queres que fique... não ficarei

nada mais fica
o que (me) resta
é saber-te à beira do caminho
evitando o entroncamento para a minha alma
[foi quando
morreram todas as passadas na areia
:
veio o teu vento e levou-as]
- - - - - - - - - a tentar vencer o abismo sob o pontilhado
...

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Paraíso contigo.






................................................sei lá que forma tem o paraíso!
basta-me o enrolar da maré das tuas palavras para que me sinta como há muito não me sabia.

sexta-feira, 18 de abril de 2014

para um Fim com Princípio







_______________ o que não escrevemos
:

magoa-nos.

arremessaste-me contra a parede onde deixei que escorressem todas as mentiras e silêncios que, imagina, ignorei.
infiltraram-se pelas fendas do soalho e esgueiraram-se até ao centro de nenhures.

o resto
é o silêncio quebrado
sem mata borrão onde deixar rasto.


Das Ende.




com sabor ainda a Adeus









________________alinhadas.
paralelas

descem corredias as impressões digitais tateantes
no rosto
na curva do queixo
desfazendo o malabarismo da orelha
até à curva do pescoço

espera.
Sorriso
:

... não
não me queimas de pele.
eu disse-te.











num meu aparte
:

o teu perfil.
gosto.
Sorrio quando me chega.
o olhar cirúrgico antecedendo o tremor do fumo do cigarro.
gosto.
não me vês e gosto.
és o meu aparte.
algures
no meu mundo






hoje, nada, não foi nada

hoje, nada, não foi nada



___________hoje?
nada. não foi nada.
apenas mais um risco na parede.

[ou terá sido um risco a mais na parede?]



e:
disse



mas lembro-me que gastei muito d'hoje pensando
no que te escreveria agora.


sabes:
- o mundo por dentro é enorme
pensado
desejoso
sonhando
mas é no agora que sucede aos hoje
que as palavras enrouquecem
se protegem em nó
e passam mansas ante olhos alheios.

nunca
ante os teus

e triste
sou Sorriso




:
pediu

[lê-me para além de mim
,
tu sabes]

ambivalências

ambivalências




_______________era uma conversa informal.

sentou-se
escondeu-se por entre o vício e o gesto da timidez
e
disse
:


imaginar-te não é apenas imaginar-te mas querer-te de posse como eu quero e tu nem imaginas
e possuo-te sempre que desfilas o Olhar e a Alma nas linhas que escrevo tombando nos entre espaços sem vírgulas com que te provoco

não sabes
mas
neste momento
o meu joelho toca o teu e desenha ritmos no ar
o meu fumo beija-te o rosto
trazendo-me o teu gosto aos sentidos


não sabes
mas eu sei
e é sabendo que te construo
em cada noite em que te pertenço
e tu não chegas a saber


sempre é como sempre foi

sempre é como sempre foi



______________invasão discreta à obediência do corpo



diz
:

leu-o no Verbo
no Hoje das palavras depois do Tempo do crescer da confiança
desse Sempre que tem permanecido igual coeso
Sabê-lo é Senti-lo
não seu não posse... mas Dentro na Alma

saboreia-o
.

quando o lê
quando o ouve
quando o experimenta nas veias
e em desejos de mil cores
em cada palavra que lhe dedica

renúncia







renúncia


disse
:



o que em mim ainda há de nu resguarda-se além da escrita.
uma porta fechada que disfarço puxando o canto da boca que sorri uma palavra amarga que enfeito enquanto o resto do meu corpo foge e se refugia na colina que construí

e sempre a maldita chave na porta
desafiando
as mãos
a força dos murros





| hoje trouxe-me pela memória até esses momentos em que me lias fixando apenas o meu olhar
era a vida que se construía em que tentávamos que os caminhos fossem um não te desvies de mim
dizias
:

como seria viver longe de ti?
sabes? não, não o descobri até hoje
|

... ou talvez a vida não seja isto.




quarta-feira, 16 de abril de 2014

sob pretexto





_____________sob pretexto



Sorrio-te e não é isso que quero
Ouço-te e desejo outra coisa
centro-te no meu mundo
e Sinto-te
Ris e Rio contigo

[momento sem aplauso]


engano ledo que não convence
gosto ébrio que não se cala
entreabrindo os lábios

doce
numa quase prece
o murmúrio

:


... sopra-me e [a]guarda-me

conturbado





um espaço de quase nada

nunca se reviu nas estocadas
passos adiante passos atrás era sempre confiante o trato a forma e a continuidade dos toques
de esgrimista
ferindo
sorridente

o caminho prometia-se
em frente
ignorando o que ficava para trás



]não chegou a perder-se
porque já tinha dobrado o mapa[




pouco importa









pouco importa.



se o tempo passou
apenas isso importa.

se espero?

por que queres saber?

não te foste embora?



lei do acaso





-------------perguntou
:


e se o teu olhar tivesse já visitado o meu
e o tenha evitado
talvez por gostar talvez por sentir ou talvez por coisa nenhuma

e se coisa nenhuma tivesse sido toque roçar ignorados ou com licença obrigada

e tudo fosse inocente útil ou não

e se o teu olhar tu tivessem acompanhado a minha sombra até casa entrado na minha intimidade e tivessem ficado sentados no banco da cozinha partilhando o meu jantar

e se...

:
diz!

e se tudo pudesse ter sido assim
seríamos nós ainda
[as]sim
dispersos e impossíveis?


estado-natural



| no princípio
era simples o universo
de branco pintado também nos muros em que escrevia |

e foi a articulação de um eu sem nome - apenas eu - no estado natural em que me colocava cada dia sem me questionar se o lugar era mesmo meu e aquele se o lado da sombra me pertencia

sem nome ainda desarticulei-me do que de mim sabia e comecei a seres também tu no meu ouvido por caminhos curvos até à minha alma

:


d(a)mar
a trajetória
água fresca na antecipação dos meus dias
e sempre a par comigo



ataraxia



se ao menos me compreendesses.

vivo surda
de costas voltadas

porque não quero ouvir.
porque não quero acreditar.


[   doeram-me todos os gritos
todos os silêncios às minhas perguntas
respondidas assim

todas as certezas floridas
no gume de uma mentira  ]




terça-feira, 15 de abril de 2014

cruéis pensamentos

cruéis pensamentos



________se rio?¨¨¨¨¨¨¨¨¨
sim

:

de todos os contos de fada.

digam-me sim ou não
mas respondam

vocifera em mim o Silêncio
por isso

o Silêncio é o vazio é a escolha é o tu é que sabes e saber nunca é o que se pensa nunca é o que se quer ou escolhe

por isso!

vomito o Silêncio com os seus sonhos d' Amor fora de prazo - azedo - quando se estende a mão quando se julga sentir e apenas sobra o suor das mãos

[vamos
limpa-o ao pó das calças e não me devolvas nada que seja só teu]



encantamento

___________posso, simplesmente

:

fechar a porta com o pé encerrar as janelas, correr as cortinas apagar a luz e colocar algodão nos ouvidos

iludir



[mas não posso apagar-me na vela que arde em mim trémula resistente à brisa ao sopro dos encantos

quais
contos de infância
de fadas e princesas
máscaras

contos desencantados de cavaleiros negros em corcéis em branco brandos nas palavras nos gestos de lâminas fulgurosas ferrugentas pelos cabos

dizem

:

vem que eu conto-te um conto acrescentado no sonho de um mundo por haver



que me encantam
porque talvez
não queiras encantar-me]

domingo, 6 de abril de 2014

escrevo-te. com maiúsculas.










olha
:

Beija-me o Sorriso
e para o Tempo

o outro.
o que gera os Abismos

depois
:
para o que for Nosso




sábado, 5 de abril de 2014

Je T'aime Mélancolie ou a face utópica das palavras sibilinas








uso a Melancolia após ter desistido sem ter chegado a perder.


desistência de um sonho tão visto e revisto que acabou se tornando realidade.
não há vencedores nem vencidos nesta incerteza que não vale a pena como o próprio sonho.

dancemos, pois.






sexta-feira, 4 de abril de 2014

aos quatro ventos me sou aMar




ficar
nunca quis dizer
permanecer

ainda que ficando
sempre soube que o seu lugar
não era ainda
ali
que o sorrio
sibilava
e não era brisa
ou encanto


[ouso-me na tempestade
alta
furiosa
no Abismo que me lanças
voo



quinta-feira, 3 de abril de 2014

Diabolique Mon Ange























Morrer de amor
ao pé da tua boca

Desfalecer
à pele
do sorriso

Sufocar
de prazer
com o teu corpo

Trocar tudo por ti
se for preciso



Maria Teresa Horta



quarta-feira, 2 de abril de 2014

o Tempo do não viver






(...)

Je n'ai pas le temps de vivre
Quand s'enfuit mon équilibre
Je n'ai pas le temps de vivre
Aime-moi, entre en moi
Dis-moi les mots qui rendent ivres
Dis-moi que la nuit se déguise
Tu le vois, je suis
Comme la mer qui se retire
N'avoir pas su trouver tes pas

(...)




sei hoje.

o Tempo do sonho trazia-se
perdido
arrastado pelo vento
protegendo-se pelas paredes
nos ponteiros que não eram de relógio
nas palavras
disfarçadas
desdenhando o Sentir

e as marés chegavam
trazendo as tuas pegadas
eu
recusando ver


[sente comigo
como se fora ontem]







vento alazão

vento alazão




______________ ]meu vento
alazão imponderado
buscando-me no solo
dos sentidos

diz-se brisa
mas cheiro-o animal
diz-se suave
mas sei-o Sirocco
na nuca
dorsal à minha recusa
alísio na minha serenidade
assim escusada

[e de todos os ventos
há-os que chegam fora de rota
sem procurarem alguma



no message

no message


_______________ ] assim
à transparência

movimento-me
não esquecendo os limites

mas
num sentido só
encontro o meu guia [



simplicidade das coisas







simplicidade das coisas


____________________] se fosse tudo tão simples
como a tua Alma



e chovessem pétalas sob os meus pés antes do caminho se fazer
antes dele lá estar
antes de tudo ter sido

antes que eu pudesse dizer não para que nunca houvesse um já foi

digo-te:










.......... ] que me perdi.
desse Quando sem data
sem consciência
sem linha de horizonte


reclusas
vivem no limbo do esquecimento a que as ditei
sinto-lhes a lava
a vontade
o clamor
ardendo-me sob a vontade de um dia terem podido ser corpo
quando lhes neguei o destino de um olhar

... talvez o teu.

anel










] pueril
pressentiu o vigor do abraço

do sonho:

o anel na sua cintura
cruzadas as mãos nas suas costas
a segurança antes do solo
dos outros
do mundo

não cair
e deixar-se ficar
no anel

e não querer sair



palavras reclusas







------------[pensativa
em novelo

disse
:
lhe

quanto poderia ter sido no tempo que me criaste
quando
as minhas palavras se libertaram de mim
uma a uma
procurando o teu olhar
a tua boca

para que mas dissesses
para que delas me vestisses

arrancadas as pétalas
os lençóis de cetim
e me estendesses sobre o linho da tua pele
areia
e não há maior liberdade do que a de uma pele
se enrolando
onde só moram peixes e se banham vagas









imprevisível


imprevisível]





[imprevisível.

como quando lhe disse
:

vai e faz o que tens de fazer.

essa vida nunca foi nossa'''
nunca poderia ser a nossa.


e todas as ondas que lançámos à praia
só chegaram

nunca lhe pertenceram.]



e fechou o Amor.



deixo-te









deixo-te



a porta aberta
todos os silêncios que em mim semeaste










monólogo: queres ouvir?



são de oiro os momentos poisados entre nós
pairando no ar
sobre as nossas cabeças
acordando a pele

olha
:

sobre o não saber
,

talvez
seja a vontade de não pensar
ou
de deixar acontecer

e se não sei
é porque gosto de estar


olha: não sei







[olha...
não sei

]

... fala-me dos versos
claros
livres
que nunca chegaste a escrever
anónimos
por aí
resolvendo almas de
não sei
talvez amanhã
depois

versos singelos
que vistam
acarinhem
que beijem sem compromisso
versos que
sei lá
dispam antes

olha
não sei


conta-me as marés



conta-me as marés






[escreve linhas em palavras
tortas

sem saber das marés
o conto
pergunta-se sobre o conto que faria se ela desejasse contar
dizer-se

]

é de lava o areal sob a vaga
quando chega
serena e preguiçosa
desejando o repouso de uma luta desigual
eterna
de cabelo solto ao vento
ao alcance de mãos que evita]

... e no espelho das tuas
como seria
a brisa
o suor
o advento?









veres-Me no rosto










veres-Me no rosto



[ veres-Me
no rosto ]

é na curva onde o olhar desliza
acariciando
que se pede o beijo

suavemente lento e quente
hesita no ombro
... há o lóbulo que se oferece
reclamando


esquece-se
a mão

é apenas a pele do lábio
numa cócega a ser dente


e veres-me
no rosto

mergulhando
no olhar
procurando o gosto
sem rumo

já sem rosto.

sedução [2]




sedução [ 2 ]
 
 
'''''''
' ' ' ' '
' ' ' '
' ' ' '


seduzir.

não é o flash do olhar, o pulsar da alma, o suor na palma da mão, o aperto no ventre.

é,
depois de tudo isto,
manter a marca
o lugar
a presença.


Ser-T.

quarta-feira, 26 de março de 2014

sem nada para dizer.

os versos são silêncios
almas revestidas de pele e carne
sem voz
inebriando os sentidos

não há como fugir de si quando se é verso
e eu sinto saudades
dos versos que eras
 

sábado, 22 de março de 2014

foi tudo um acaso



foi o vento que me trouxe.

e por acaso
mais nada
colocou palavras sob os meus dedos.

por acaso
e só por acaso
houve olhares que as encontraram.

[mais valia nunca ter sido assim]


tudo o que não disse.








outrora.


era o caminho.
aquele
sonhado
esse
o teu


sonhei-o voo.


como está a ser dura a queda


:





quinta-feira, 20 de março de 2014

o que me aflora



*****______________

o que me borda
aflora
não me veste d'alma


pudesses tu ser O toque que quebra o encanto
e fazer-me
Alma
toda

para saberes de mim
corpo
completa
no dar
em ti
no receber






[a um Anjo meu]



segunda-feira, 17 de março de 2014

sempre depois









é depois de saíres que procuro os teus passos.


sigo-lhes o trilho
beijo-lhes a forma

sempre
depois de tu saíres
é que és meu

para poder continuar a negar
t

déjà vu.

 
 
 
não tenho nada para te dizer.
os dias correm. iguais.
apenas eu mudo
 
a vida é como um semáforo
alternando cores
as mesmas
e até as horas são sempre déjà vu.
 
e não me apetece assistir de plateia
sentindo que sou eu o ator.
 
 

domingo, 16 de março de 2014

quarta-feira, 12 de março de 2014

mãos viúvas




andam viúvas
as mãos minhas
saudosas da palma das tuas

volteiam no ar
na carícia
a minha pele
e poisam brandas
suaves
na sombra desconhecida
vazia

sem rasto
na viuvez de todos os dias
guardam gestos
que o teu corpo espera



terça-feira, 11 de março de 2014

tom seco em tons cinzentos



acompanha-me
:
é só mais uma ponte.

ver a imagem que acena e respira
sentir que virás
que procurarás o ser
que deixo deitado
atrás de cada palavra

e que já não está
que desconhece se terás vindo ou não
pelo espaço que deixas sempre vazio
oco
à espera não sei de que voz.








almas gémeas







na minha mão
sem toque

seres tu o calor

do  meu olhar
escurecido

seres tu a luz

do meu corpo
sem dono

seres tu a vontade

de mim
de quem não sei

seres tu a resposta

[e
decidida
ser gémea de uma alma por definir
de um rosto por traçar)




C'est dans l'air [ou tout ce qui nous dérange.]















Vanité… c'est laid
Trahison… c'est laid
Lâcheté… c'est laid
Délation… c'est laid

La cruauté… c'est laid
La calomnie… c'est laid
L'âpreté… c'est laid
L'infamie… c'est laid aussi (hahahaha!)

Les cabossés vous dérangent
Tous les fêlés sont des anges
Les opprimés vous démangent
Les mal-aimés, qui les venge?

Les calamités dérangent
Les chaotiques sont des anges (c’est dans l’air)
Pas comme les autres, démangent
Les bons apôtres j’les mange (c’est dans l’air)

[Refrain]
C'est dans l'air
C'est dans l'air
C'est dans l'air, c'est nécessaire
Prendre l'air
Respirer
Parfois piquer la poupée

C'est dans l'air
C'est dans l'air
C'est dans l'air, c'est millénaire
S'ennivrer
Coïter
Quid de nos amours passés

C'est dans l'air
C'est dans l'air
C'est dans l'air, c'est salutaire
Sauf qui peut
Sauve c'est mieux!
Sauf qu'ici, loin sont les cieux

C'est dans l'air
C'est dans l'air
C'est dans l'air, c'est nucléaire
On s'en fout
On est tout
On finira au fond du trou

Et moi je chante
Moi je m'invente une vie

Fatuité… c'est laid
La tyrannie… c'est laid
La félonie… c'est laid
Mais la vie… c'est ça aussi

Tous les rebuts vous dérangent
Pourtant les fous sont des anges (c’est dans l’air)
Les incompris vous démangent
Que faire des ruses… que fait le vent? (C’est dans l’air)

[Refrain]
C'est dans l'air
C'est dans l'air
C'est dans l'air, c'est nécessaire
Prendre l'air
Respirer
Parfois piquer la poupée

C'est dans l'air
C'est dans l'air
C'est dans l'air, c'est millénaire
S'ennivrer
Coïter
Quid de nos amours passés

C'est dans l'air
C'est dans l'air
C'est dans l'air, c'est salutaire
Sauf qui peut
Sauve c'est mieux!
Sauf qu'ici, loin sont les cieux

C'est dans l'air
C'est dans l'air
C'est dans l'air, c'est nucléaire
On s'en fout
On est tout
On finira au fond du trou

Et moi je chante
Moi je m'invente une vie (c’est dans l’air)

[Refrain]
C'est dans l'air
C'est dans l'air
C'est dans l'air, c'est nécessaire
Prendre l'air
Respirer
Parfois piquer la poupée (c’est dans l’air)

C'est dans l'air
C'est dans l'air
C'est dans l'air, c'est millénaire
S'ennivrer
Coïter
Quid de nos amours passés (c’est dans l’air)

C'est dans l'air
C'est dans l'air
C'est dans l'air, c'est salutaire
Sauf qui peut
Sauve c'est mieux!
Sauf qu'ici, loin sont les cieux (c’est dans l’air)

C'est dans l'air
C'est dans l'air
C'est dans l'air, c'est nucléaire
On s'en fout
On est tout
On finira au fond du trou (c’est dans l’air)

Et moi je chante (c’est dans l’air)
Moi je m'invente une vie.


 
















segunda-feira, 10 de março de 2014

não sei quem são...




não sei quem são.

ouço-lhes os passos
arrastados lá fora
as vozes em surdina
comentando segredos e propósitos
disfarçando a vontade de que os ouça.

não ouço
- deixei de os ouvir -
ignorando-os.

cantam agora
silencioso o arrastar
sibilante o assobio
atiram pedrinhas à vidraça

assustada
a alma esconde-se
tiritante por tanto arrojo

protejo as vidraças da alma.



domingo, 9 de março de 2014

a tua identidade

 

o sorriso esconde a paz.
a taça enche-se de novo.








a minha indiferença
a minha pena são tão grandes
que nem encontro palavras para me sentir.

fecho]

sábado, 8 de março de 2014

acabou.














acabou.

arrumei-te lá fora.
a chuva
o vento
a vida
tomarão conta de ti

que eu parto
para o meu mar
de falésias e de adamastores
de fantasmas habitando as vagas.

as tuas mentiras já não doem
as tuas fachadas já não iludem
e recuso o espetáculo do teu palco movido por um tempo que
(me) sufoca
que te cega
que te faz detestar-me.


simplesmente,
ficamos assim



...













sempre disse que era não sendo
cimentando raízes que nunca deram flor
regando com ácido as tentativas


e fala de amor
envenenando o ar
lamentando o mal semeado pelas suas próprias mãos.













sexta-feira, 7 de março de 2014

porque nunca.














sinto toda a mágoa pelas palavras que enterrei
choro-as





e tu
sempre a vestires-me de brocados
a enfeitares o meu colo
a ofereceres
a joia

sempre mentindo
sem nunca te dares












[resta-me esta paz
a das palavras que nunca te dei]







vencida


vencida

deixo que me recues
(a)mar

e espero na orla de uma praia com o teu nome

o traço firme dos teus passos



quinta-feira, 6 de março de 2014

esboço

 
deixo-te
o esboço que criaste
 
sem Alma
imperfeito
 
apenas de palavras feito
 
[tropecei por aqui
ali
na folha que me deste
branca
- em branco? -
 
balancei-me
no canto inferior direito
esperando que voltasses a página]
 
a tua
branca
em branco!
a minha
 
,
 
por paginar
 
*
sem cor.
 
 
 
 
 

quarta-feira, 5 de março de 2014

teces-me lágrimas



teces-me
lágrimas

enquanto espantas o meu olhar com o teu encanto
com a força das palavras que rolam da tua boca
com certezas sobre quem não sei

não sou eu
:
soletro-to*

sei que bebes o amor que depois te cansa
de que te cansas
como sempre





ser caprichoso




forma caprichosa de ser
de se oferecer sem nunca se dar
:
foi o que mudou a minha porta




cala-me o corpo

cala-me o corpo



*****

cala-me o corpo
que assim se grita
louco
permissivo
inconsequente


pudesse ele
dar-se e ser depois
pudesse sim...
encontrar-te


e ainda assim
dar-se
como se fosse primeiro
o dia
o momento
o corpo que encontrasse

terça-feira, 4 de março de 2014

que mãos.

mãos a mais











*****

que mãos mais
a mais

excitando o aroma do alecrim
no selvagem trato de um rugir
eco de vozes
outras*
declinadas
desalinhadas na gruta do ouvido

e

é a surdez da pele
sorrindo
ao estertor do desejo

[antes
assim não fosse]

ou tanto...