sexta-feira, 18 de abril de 2014

renúncia







renúncia


disse
:



o que em mim ainda há de nu resguarda-se além da escrita.
uma porta fechada que disfarço puxando o canto da boca que sorri uma palavra amarga que enfeito enquanto o resto do meu corpo foge e se refugia na colina que construí

e sempre a maldita chave na porta
desafiando
as mãos
a força dos murros





| hoje trouxe-me pela memória até esses momentos em que me lias fixando apenas o meu olhar
era a vida que se construía em que tentávamos que os caminhos fossem um não te desvies de mim
dizias
:

como seria viver longe de ti?
sabes? não, não o descobri até hoje
|

... ou talvez a vida não seja isto.




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