
são de amarelo os reflexos pálidos e desbotados de uma vida adiada pela saudade
de tudo quanto morreu pendurado ainda da raiz
e sabe a chuva a água que salpica as cores envergonhadas sem sal sem tristeza
sem nada sem mesmo lágrimas
sobra-me apenas esta imprecisão que dita que abandonemos a ternura como quem
lança uma beata para depois da beira do passeio
e sei, sim, afinal a chuva não sabe a nada
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