sempre que penso nisso,
solta-se-me este gosto salgado a raiva, escorrendo da boca para um algures em
mim, uma parte perdida que me foi arrancada, mutilada
eu, doces pensamentos,
rosa nos sonhos pintalgados de azul, tudo lançado ao vento da inutilidade que
recusa às sementes a fertilidade do solo...
e assim,
de uma ferida só
exponho o fel e o sal que não deixa fechar o grito
ou a dor
[talvez a ferida]
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